segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Deixe o seu recado após o sinal.

Você já ficou aguardando o retorno de alguém e não o obteve? Sim? Então, seja bem-vindo ao clube.

Estamos enfrentado uma das maiores crises da comunicação pessoal. Mas, falo isso não por causa do acesso a tecnologia, pois, ela nos ajuda muito na comunicação em todos os aspectos. O problema está em um item que considero fundamental para a boa convivência, quer seja entre parentes, amigos e colegas de trabalho: EDUCAÇÃO.

Quando alguém me telefona ou manda um e-mail, e eu simplesmente não respondo, estou sendo mal-educado. Não existe coisa pior do que ficar aguardando um retorno sobre algum assunto e a contraparte simplesmente não responde.

Há muito, as boas práticas corporativas estão sendo esquecidas e engavetadas. Elas servem apenas para sabermos que existem, mas, dificilmente as pessoas utilizam-se delas no dia a dia. Não retornar uma ligação ou e-mail do colega de trabalho é o cúmulo do desrespeito. A falta de retorno no ambiente corporativo é ainda mais grave, porque ela pode trazer conseqüências danosas a empresa, pois, envolve um terceiro chamado CLIENTE... isso mesmo, o CLIENTE... aquele que paga nossas contas, lembra??!!

Recentemente, tive necessidade de trocar minha Internet, e em contato com o consultor de vendas de uma determinada empresa, o mesmo informou que estaria verificando a viabilidade técnica e, que no máximo no dia seguinte estaria retornando. Passaram-se 21 dias e eu tive que procurá-lo para receber a resposta negativa de que eles não poderiam me atender. Nem preciso dizer o tamanho da minha frustração, não é?!

Então, quando escutar os seus recados na sua secretária eletrônica ou quando acessar os seus e-mails, dê um retorno, mesmo que seja pra dizer: “Olha, ainda não me debrucei sobre o seu assunto, mas, prometo que em “X” dias, darei uma solução”.

Não ache normal não retornar. DEFINITIVAMENTE, NÃO É!!!!

Por Ton Nascoli (Clayton Montarroyos)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Executivos precisam de oftalmologista?!

Sou um perspicaz observador do comportamento humano. Em mais de 20 anos de vida profissional, tive a oportunidade de conviver com alguns executivos que pareciam sofrer com problemas de visão.

Não preciso dizer o quão é difícil assistir um programa de tv, ler um bom livro ou mesmo dirigir se nossa visão estiver comprometida. Abster-se da necessidade de procurar ajuda, certamente não trará melhoras.

Bom, eu não sou oftalmologista, mas, gostaria de abordar o assunto através da ótica de três doenças comuns ao olho humano:

A Miopia

Uma empresa vítima de uma gestão míope tem grande dificuldade para enxergar e planejar no longo prazo. Ela não consegue olhar para frente e distinguir as tendências de mercado, penalizando seu crescimento. Normalmente é uma empresa voltada para seus próprios problemas, percebendo apenas seu “próprio umbigo”, mas, o futuro, bem, o futuro parece estar muito embaçado, desfocado e sem nitidez.

Uma pessoa que é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, teria que aproximar-se muito, o que é um fator muito cansativo e incômodo. Uma empresa com uma visão míope (fazendo uma analogia) gastará muito dinheiro e esforço para alcançar seu futuro, contudo, seus concorrentes terão alcançado o futuro antes dela.

A Hipermetropia

Aqui ocorre exatamente o contrário da miopia. Empresas com problema de hipermetropia são voltadas para o futuro, mas, não conseguem enxergar os seus problemas no presente, conseqüentemente não se prepararam adequadamente para o futuro. Essa é a típica empresa onde tudo acontecerá lá na frente: “Nós teremos isso...”, “Nós faremos aquilo...”, “Nós seremos aquilo outro...”.

Fica difícil ter, fazer e ser se não somos capazes de entender, resolver e agir. É como uma ferida não curada, a dor não vai parar enquanto não tratarmos, pelo contrário, ela aumentará com o passar do tempo.

O Daltonismo (ou Discromatopsia)

Com que roupa eu vou? A verde ou vermelha? Como saber se não consigo distinguir entre as cores?

Uma empresa com gestão daltônica não consegue enxergar os sinais do mercado. Muitas vezes o sinal está vermelho e ela acha que está verde ou vice-versa. Ela não consegue saber quando seguir ou parar. O mercado emite sinais constantes dizendo qual caminho devemos seguir. Assim como no trânsito essa interpretação errada das cores pode ocasionar sérios desastres e comprometer um futuro brilhante. Imagine um belo jovem aos 18 anos, dirigindo um carro em alta velocidade e, avançando o sinal vermelho, acerta em cheio um caminhão. Se o jovem não morrer, ficará com sérias seqüelas, contudo, ele não dependerá somente de si para sobreviver. Trágico?! Talvez, mas, o estrago para quem não reconhece os sinais pode ser irreparável.

O quê fazer?

Use óculos, lentes de contato, faça uma cirurgia. Em outras palavras, peça ajuda e saia da inércia. Não fique parado olhando apenas para os seus próprios problemas, não se concentre apenas no futuro e não ignore os sinais do mercado. Uma visão desfocada pode custar muito caro para sua empresa.

Por Ton Nascoli (Clayton Montarroyos)